quinta-feira, 19 de abril de 2012

Peregrinação a Fátima

É já no próximo domingo que se realiza a X Peregrinação Nacional a Fátima da Federação do Folclore Português. Como vem sendo tradição nos últimos anos, o nosso grupo vai estar presente com alguns elementos. Que todos os grupos se saibam representar, como os nossos avós o fariam. Aqui ficam algumas fotos de anos anteriores.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cantar das Almas 2

Foi no passado dia 24 de Março, que o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, realizou o seu Cantar as Almas - "Reviver Tradições Antigas". Neste encontro além do nosso grupo, participaram o Grupo da Casa do Povo de Abraveses - Viseu, e o Rancho Folclórico da Penacova.
Na primeira parte tivemos uma pequena explicação dada aos presentes, pelo nosso querido amigo Srº. Professor Fernando Martins, sobre o que eram as almas aqui na nossa terra. Na segunda foi apresentado um pequeno e simples teatro, em foi representado um fim de dia de trabalho e um principio de noite, numa cozinha gafanhoa. Após a ceia os grupos foram entrando, primeiro o da casa, seguido-se o de Penacova e terminando com o de Abraveses.
Parabéns aos grupos que nos visitaram, pela sua excelente participação, pena foi a população da Gafanha da Nazaré não ter comparecido em bom número. De qualquer modo um muito obrigado aos que participaram e até para a próxima. 
 Os meninos cheios de medo da "traboada", rezam a com a avó a "Santa Bárbara".
 Toda a família come da mesma travessa batatas com cebola, "que o peixe está no fundo", dizia a mãe.
 O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré
 O Rancho Folclórico de Penacova.
 O Grupo da Casa do Povo de Abraveses.

sábado, 24 de março de 2012

Para que não caia no esquecimento!!


Remeto a vossa atenção para a leitura de um post aqui colocado há já algum tempo. Continuamos pacientemente à espera. E a esperança é a última a morrer. Assim o espero...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cantar as Almas 1

É já amanha, pelas 21:30 horas, que se vai realizar mais uma representação das almas, no salão paroquial da Gafanha da Nazaré. Será apresentado, como em anos anteriores, o regresso a casa de uma família depois de um dia de trabalho, e o principio da noite enquanto se come a ceia. Durante o repasto de batatas com cebola, (já que o peixe está no fundo da travessa, e a carne é para o senhor Prior), vão chegando os grupos um por um para fazer a sua representação. Aqui ficam algumas fotos de edições anteriores para que o nosso público encha a sala e tenhamos uma noite de muita alegria e tradição.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Cantar das Almas

quarta-feira, 7 de março de 2012

Jantar de Angariação de Fundos

O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, vai realizar no próximo sábado na casa José Engling, na Colónia Agrícola, um jantar de angariação de fundos. Nestes tempos difíceis em que as entidades publicas e privadas cortam nas despesas, todas as ajudas são bem vindas, em associações como a nossa, que vive essencialmente dos subsídios. Por tudo isso esperamos encher o salão, para assim podermos obter uma boa receita que nos vai ajudar nas despesas do dia a dia.
A ementa é a seguinte:
- Entradas
- Caldo Verde
- Bacalhau assado na brasa
- Sobremesa
- Bebidas e café
O preço é de 10:00 euros, e as marcações podem ser feitas através de qualquer elemento da direcção ou do grupo. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Gafanha da Nazaré e o Mar 2

Aqui estão mais algumas fotos de outros tempos, em que a nossa terra deu trabalho a todos aqueles que vieram de outros lugares, e se fixaram aqui. Muitos quintais de bacalhau foram descarregados pela força de braços, das mulheres da Gafanha e de outras paragens, vindas de Norte a Sul, fazendo com que a nossa terra tenha gente das mais variadas regiões do país. 

As duas primeiras fotos são do sítio "Bacalhoeiros de Portugal" a ultima de Paulo Vicente. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Joana Maluca 6

(Continuação)
Era encantador e suave o declinar da vida desta nonagenária que, gulosamente, até ao último suspiro, ia fumando charutos sobre charutos sem queimar as barbas. Mas aquele roble gigantesco, aquele arcabouço forte, também devia tombar. Estava a soar a hora da partida que, porventura, a surpreendeu num momento em que ela menos desejaria. A fundadora da chamada capela da Maluca, que ela, para cumprir os preceitos da igreja e outras devoções particulares se abalançou, em 1848, a construir à sua custa; a mulher piedosa que se responsabilizou por conserva-la e dota-la, ainda que modestamente, com alfaias e tudo o mais que fosse preciso para o exercício do culto; a cristã que nos seus cantares pedia centenas de vezes um dote para quando morresse, não desejaria certamente morrer, como morreu, sem sacramentos. Assim o diz o assento de óbito. Altos desígnios da providência!
Deus que na sua misericórdia infinita acolhe sempre amorosamente as almas que na vida, até ao último suspiro, estão cheias de Ele, também devia estar ali presente naquela alma, numa Comunhão espiritual, intima, divina...
Os seus dias estavam finalmente contados, e numa manhã de inverno entregou-se santa nas mãos de Deus. Terminemos este esboço biográfico com assento de óbito, extraído de um livro de assentos de óbitos pertencente ao ano de 1878, arquivado na Repartição do Registo Civil de Ílhavo. É o seguinte:

- À margem - Nº 18 - Gafanha - Joana Rosa, a Maluca - Fiz oficios - No texto: - "Aos vinte oito dias de Janeiro de mil oito centos setenta e oito ás sete horas do dia na Gafanha desta freguezia e concelho de Ílhavo, diocese de Aveiro faleceo em sua morada, sem sacramentos, um individuo do sexo feminino por nome Joana Rosa, a Maluca, d'idade de noventa annos, casada com António dos santos Pata, em segundas núpcias, filha legitima de António Fernandes Cardoso e Luiza Gramata, naturais desta freguezia e lavradores. Não fez testamento, deixou filhos do primeiro matrimónio, mas não do segundo matrimónio e foi sepultada no cemitério. E para constar lavrei este duplicado que assigno. 
O Prior João André Dias." 

In "Monografia da Gafanha"  do Padre João Vieira Rezende. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Museu do Brincar

O Museu do Brincar deverá abrir portas no próximo dia 14 de Abril. Esta é a nova data proposta para a inauguração, depois de ter sido referido o dia 31 de Março para a inauguração.
Para a estrutura que colabora com este novo espaço, a instalar no palácio Visconde Valdemouro, em Vagos, o Museu tem condições para se tornar uma referência a nível nacional.
Apresenta 15 mil objectos dedicados à infância, entre jogos, roupas e brinquedos. Entrevistado na edição de hoje do programa “Conversas”, Jakas (na foto), um dos colaboradores, sublinha que se trata de um espaço destinado a pessoas de todas as idades, "por exemplo as crianças desenvolverão a parte cognitiva e motora, é um regresso às origens, é um Museu para se interagir e partilhar inter-gerações".
Mais informações do museu do brincar aqui.
Informação retirada do sitio Radio Terranova on-line.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fotos 27

Numa altura em que não sabemos muito bem que destino é que os nossos políticos e a Europa nos reserva, ficam aqui algumas fotos, (possivelmente anteriores a 1990) num momento de boa disposição de alguns elementos que já passaram pelo Grupo Etnográfico e de outros que ainda por cá andam.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Gafanha da Nazaré e o Mar 1

Vamos começar hoje uma nova rubrica aqui no nosso blog, que embora não tendo nada de novo, não deixa de fazer parte da história da nossa terra. Sempre que nos for possível iremos publicar algumas fotos que circulam na internet, referentes à nossa vida no mar, lugres, secas, estaleiros, pesca, etc.
As quatro fotos hoje seleccionadas fazem parte dos Estaleiros Mónica, mas em épocas bem distintas, as duas primeiras referentes a lugres bacalhoeiros, as duas ultimas referentes a navios a motor.



A 1º foto do mural de José Ramos Pereira, as restantes do mural de José Paulo Ferreira.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Joana Maluca 5

(Continuação)
Solícita em zelar os interesses materiais dos seus, não se esquecia também de providenciar às suas necessidades espirituais, garantindo-lhes assistência religiosa, como veremos quando tratarmos da capela e igreja paroquial.
Corriam felizes os dias da já então avó Maluca, e aos netos e bisnetinhos, que brincavam na areia que lhe cercava a casa, ia repetindo muitas vezes estrofes de encantadora suavidade. Era uma torrencial vasante de maré-cheia a iluminar novas almas com a luz dessa alma inundada de religioso misticismo, dessa alma que ternamente vivia unida com o seu Deus e O queria possuir ansiosamente. Ainda agora os velhinhos recordam saudosamente este seu delicioso cantar:

Nossa Senhora me disse                      Nossa Senhora me disse
que m'havia de dar um dote.                Que m'havia d'aparecer,
Se m'o há-de dar em vida                    Apareça-m'Ela agora
Dê-m'o na hora da morte.                    Qu'eu folgara de a ver.

E a cantar passava a sua longa vida, prestando-se a receber visitas de representação e dos fidalgos, a quem concedia palestras quotidianas, que se prolongavam até ao declinar esplendoroso do sol por detrás dos palheiros da Costa Nova, nas piscosas e mornas tardes de Agosto e Setembro.
Foto do blog Pela Positiva
E a faina do mar também vinha emprestar colorido ao quadro em pose das entrevistas dos categorizados e primitivos frequentadores da Praia com a velhinha da Gafanha.
In "Monografia da Gafanha" do Padre João Vieira Rezende.
(Continua)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fotos 26

Helena Pereira e Eliana


Ascensão Pata Farinha

Zira e Tino.


Vitor e Rosa
Mais algumas fotos de 1990, de elementos que já passaram pelo Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Janeiras

No fim de semana passado andámos pelas  ruas da cidade da Gafanha da Nazaré, cantando de porta em porta as tradicionais janeiras. Como sempre somos muito bem recebidos em todas as casas que visitamos. Aqui fica o registo de uma das noites, em que não faltou a saborosa chouriça assada, e as deliciosas rabanadas. Um bem haja a quem as preparou.





Lembramos que já amanhã iremos continuar a visitar mais algumas casas. Este será o ultimo fim de semana deste ano de 2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Joana Maluca 4

(Continuação)
Em 1836, aos 48 anos de idade, já tinha contraído segundas núpcias com António dos santos Pata, e assentavam-se ao seu lar nove filhos, todos do primeiro marido, os únicos que teve e que eram o enlevo da sua alma, pedaços do seu coração. Para todos procurou um futuro desafogado, um bem estar compatível com as humildes condições em que nasceu. Não ignorava que o trabalho é inexaurível fonte de riqueza e, na ânsia de a adquirir, ia cultivando com afinco alguns pedaços de areia, de pousio, que o seu braço forte convertia em bom terreno, em searas de pão. E, efectivamente, ele não falhava na tulha nem no bornal, e de minguado que era a princípio tornou-se abundante e até cobiçado.
Tinha alargado a sua Fazenda e os seus haveres e a certa altura chega a ser proprietária, embora foreira, de toda a Quinta do Mato do Feijão.
Pode dizer-se que era uma rica proprietária e assim era considerada e tinha habitantes da sua terra, que nela tinham uma protectora. Desde então seus filhos eram pretendidos para casamento pelos mais abastados das redondezas, da Cale da Vila, dos de Portomar, e todos encontraram cônjuges nestes lugares.
Uma anedota focará a alma boa, ingénua, da Joana Maluca e o seu interesse pelo bem estar dos filhos. Manuel de Oliveira arrais, de Portomar, pastor habitual da Gafanha, pensou em namorar a filha colaça mais nova da Maluca, a Ana. Como a futura sogra resistisse aos importunos pedidos de casamento, O Arrais, um dia, sobranceiro à tulha do milho, faz derivar a conversa para o assunto que lhe interessava e, metendo as mãos ao cereal, fingindo de formalizado, com o punho cerrado, ameaçador, sai com esta: "é tão abastada e rica a casa de meu pai que à noite são tantas as luzes a iluminar a casa quantos os grãos de milho que tenho na mão".
Naquele dia a ingénua Gramata não pode resistir ao argumento do apaixonado mancebo e combinou-se o casamento, que deu origem à família Arrais. Afinal eram tantas as luzes quantas as bicas de pinheiro que à noite ardiam na pobre lareira do velho Arrais. Mas não mentia o arteiro do rapaz...
(Continua)
In Monografia da Gafanha" do Padre João Vieira Rezende.   

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