Mostrar mensagens com a etiqueta Ria de Aveiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ria de Aveiro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

AVEIRO, VISTA ALEGRE, COSTA NOVA, BARRA E FORTE DA BARRA

Hoje colocamos aqui um pequeno filme, pertencente ao espólio da Cinemateca Portuguesa. Este filme retrata uma escursão feita pelos funcionários do "Diário de Noticias" a Aveiro e Viseu. Ao minuto 7 com 17 segundos o filme mostra algumas imagens da nossa região, que mostram a maravilha que já naquele tempo ela era. (Esta informação que se segue foi tirada do sitio do Porto de Aveiro).

 “ Os funcionários superiores do ‘Diário de Notícias’, de Lisboa, - Directores de publicações, Chefes de Secção, Chefes districtaes, etc. – recreiam-se da labuta insana dos seus trabalhos fazendo uma formosa excursão através de dois belos districtos – Aveiro e Vizeu – organizada pelos Serviços de Propaganda e Expansão d’este grande jornal”.
Aconteceu em 1930. A excursão do “bando” esteve em Aveiro, “os ‘olhos azues de Portugal”; na Costa Nova, subiu ao farol da Barra; esteve no Forte da Barra “onde a Junta Autonoma da Ria e da Barra tem a base dos seus importantíssimos trabalhos de abertura de canaes, fixação da entrada da Barra, etc., que sob a presidência inteligente e enérgica do grande jornalista Homem Christo há-de dar realisação ao grande sonho de Aveiro: a construção dos seus portos de comercio e de abrigo”.
Ainda houve tempo para um opíparo almoço em S. Jacinto. António Ferro, ideólogo da propaganda de Salazar integrava o séquito.
ALGUNS EXCERTOS:
 “E o rápido parte, levando os alegres excursionistas que, sem saudades, deixam Lisbôa por uns dias”.
“Aveiro, os ‘olhos azues de Portugal’, no dizer de Antonio Ferro, a cidade de agua, de canaes venezianos…”.
“Depois ter admirado as porcelanas policromas da fabrica da Vista Alegre, a única da pensinsula, o bando segue alegremente até à Costa Nova, onde se extasia ante a beleza surpreendente da paisagem e a elegância inconfundível dos formosos barcos moliceiros que, na faina quotidiana, cruzam a Ria quasi sem fim!”.
“E surge o Farol da Barra, guia de mareantes… e o Forte, onde a Junta Autonoma da Ria e da Barra tem a base dos seus importantíssimos trabalhos de abertura de canaes, fixação da entrada da Barra, etc., que sob a presidência inteligente e enérgica do grande jornalista Homem Christo há-de dar realisação ao grande sonho de Aveiro: a construção dos seus portos de comercio e de abrigo”.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Fortificações da barra de Aveiro 2

Forte da Barra em épocas distintas. Forte da Barra - Continuação.
De facto, o engenheiro Melo de Matos, estudioso do assunto, deixou sobre este forte afirmações e considerações de interesse. Diz ele que “Consultando a planta mais antiga da Barra de Aveiro e que foi levantada pelo tenente-coronel Elsden, vejo designado com nome de Forte Novo o local em que se acha o Castelo. Qual seria já a idade do tal forte novo, eis o que lhe não posso dizer, mas tendo a aludida planta a data de Novembro de 1778 e achando-se nessa época, há talvez um século, a barra ao sitio da Vagueira, é muito de presumir que o forte aludido fosse anterior ao desvio para sul, da Barra de Aveiro, o qual desvio parece que se principiou a dar-se pouco antes de 1656” (14). Comungamos, por inteiro, a opinião deste autor, sabendo que a barra de Aveiro continuou a avançar para sul, pelo século XVII. Assim, já em 1756 se encontrava perto de Mira, bem ao sul da Vagueira (15), abandonando gradualmente esta entrada após 1656. “Não é também possível que o incompleto forte de Aveiro tivesse sido começado a construir durante o período que vai de 1643 aos princípios do século XVIII, pois nessa época foi edificado o forte da Vagueira, junto à barra, nessa altura aí estacionada e, portanto não haveria necessidade de construir outra fortificação num ponto tão afastado da barra da ria (16)”. Sendo assim, é legitimo questionar o ano da construção do Forte numa época em que Aveiro e o seu porto, no mínimo, ainda desfrutassem de uma situação privilegiada e sua importância comercial, sobretudo pelo sal e pesca do bacalhau (17), justificassem em pleno a necessidade de construir uma fortificação de grandes dimensões como seria o Forte de Aveiro, se alguma vez tivesse sido concluído, para defender o comercio, estimular a pesca e, sobretudo garantir estabilidade e segurança aos habitantes das povoações. Bem pelo contrario, desde os tempos de D. Manuel I e de D. João III, Aveiro era muito importante, chegando a possuir, no século XVI, 150 barcos e a ser visitada anualmente por mais de 100 navios estrangeiros (18), e uma população aproximada de 13 000 habitantes no ano de 1572 (19). Deve ter sido pois, nos reinados destes Reis ou ainda no de D. Sebastião, devido à necessidade de se defender o litoral e o comércio dos povos de Aveiro, que se pensou em edificar um forte para impedir a entrada da Barra da ria, nesse tempo situada, segundo a “Geologia de Delgado e Chaffat” um pouco ao sul da Ermida de Nossa Senhora das Areias” (20).

14-Marques Gomes, "Subsídios para a história de Aveiro", Pg. 524.

15-Orlando de Oliveira, "Origens da Ria de Aveiro", Pg. 34.

16-Carlos Pereira Callixto, "Defesa Nacional", revista nº285/286, Janeiro de 1958. Pg. 227 e 228.

17 e 18-Diamantino Antunes do Amaral, "Coisas do passado de Aveiro", Pg. 37.

19-Gonçalves Gaspar, "Aveiro, notas históricas", Pg. 93

20-Carlos Pereira Callixto, "Defesa Nacional", revista nº285/286, Janeiro de 1958, Pg.228.

Trabalho elaborado pelo Srº Cardoso Ferreira sobre as Fortificações da Barra de Aveiro, e que foi publicado no boletim nº 17 de Agosto de 1989 da ADERAV - Associação de Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.

(Continua)

domingo, 6 de dezembro de 2009

As salinas da Ria de Aveiro

Exposição de fotografias sobre as salinas de Aveiro, na sequência de um trabalho para o Jornal de Noticias. Imagens de Jaimanuel Freire.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails