Digamos também alguma coisa sobre as fases por que tem passado a moda, no que diz respeito ao vestuário rudimentar dos povos da Gafanha. Ao extravagante e ridículo da moda, que os alfaiates de Paris têm lançado no mercado do mundo inteiro, não pode subtrair-se também a mulher moderna da Gafanha, que tem sido sua escrava, sujeitando-se com agrado às suas oscilações e caprichos. A rapariga da Gafanha está hoje a competir com raparigas de outras terras, nesta questão da moda, e se noutros tempos era vaiada fora da terra com epíteto de Gafanhoa pelo seu desajeitado vestir, hoje já não passará por essa humilhação, porque as iguala quando as não ultrapassa. Deixemos por agora a modernizada rapariga da Gafanha, toda entregue a esses tolos devaneios da sua fantasia, incendida pela moda amoral que veio da fora, e digamos alguma coisa sobre a arcaica indumentária das suas ascendentes, cheias de dignidade e de veneração. Nesta resumida exposição vamos seguindo as informações que nos foram fornecidas por pessoas de idade mais provecta.
Boas leituras.
Até breve.








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