" O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré foi fundado no dia 1 de Setembro de 1983, com o propósito de defender os usos e costumes dos nossos antepassados, isto é, dos que habitaram as Gafanhas desde o séc. XVII..."
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Ronda Típica da Meadela

Aqui fica o historial da Ronda Típica da Meadela, Grupo que iremos visitar amanhã, aquando da realização do III Encontro de Janeiras da Meadela.
Historial
A Ronda Típica da Meadela, fundada em 1960 pelo etnógrafo José Figueiras, apresentou-se em público pela primeira vez, num serão de arte poética Luso-Galaica, organizado pela Comissão de Festas da sua freguesia. Teve a seu cargo, como simples “tocata”, composta por quatro elementos, um fundo musical de recitais de autores minhotos, de puro sabor local.
O acolhimento que a crítica lhe dispensou e a simpatia de que foi rodeada encorajaram a constituição do grupo, com todas as características próprias de uma autêntica “Ronda Típica”, em conformidade com as usanças de antanho.
A evolução foi rápida, e logo a direcção resolveu acompanhar o trabalho de divulgação regionalista que a Ronda vinha tomando de entusiasmo por todo o País.
É, ainda, no mesmo ano, que a Ronda se apresenta com a respectiva tocata em plena forma, num esperançoso coro de canções minhotas e números coreográficos a que soube dar a alegria, a leveza e o perfil inconfundível das manifestações de arte das gentes minhotas do recanto Vianês.
As palavras de incitamento despertaram a confiança indispensável ao prosseguimento dos propósitos. Só interessava trabalho construtivo capaz de convencer como convenceu – pelo seu cunho rebelde a abastardamentos e fantasias, com respeito das realidades que assim têm vindo a manter-se, mercê da gente moça, da Ronda Típica da Meadela, afecta sempre aos velhos usos que herdou.
Cerca de dois anos depois, recebe o primeiro convite francês para festejar a data comemorativa da Tomada da Bastilha, que haveria de ser começo de acção em vários outros locais, também situados em França, bem como Espanha, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria e Festivais Nacionais e Internacionais, numa sucessão de êxitos, que continua e conserva.
Toda a riquíssima variedade do indumento do Alto Minho é apresentada por este agrupamento regional, cujas danças têm o sabor castiço dos bailados de Viana, e, os seus cantares recordam-nos o ambiente festivo dos serões, das malhadas, das sachas e das vindimas que amenizam o peso das tarefas por terras Limianas.
Retomando um velho uso em 1993, a Ronda Típica tocando e cantando porta a porta, devolve à Meadela uma tradição que também lhe pertence ao apresentar As Janeiras.
Em 1994 dá vida a um projecto, contemplando a época baixa e que passaria no ano seguinte a contar com a Junta de Freguesia da Meadela, Junta de Freguesia de Monserrate e Junta de Freguesia de Santa Maria Maior na sua organização – O Festival de Maio.
Como um espaço aberto às mais variadas manifestações de arte, surge a I Semana da Cultura, na Meadela, em 1996, servindo assim de prólogo às Festas da Meadela. Em 2009, a Ronda realizou as I Jornadas de Cultura Popular de Viana do Castelo, bem como uma Conferência subordinada ao tema “Associativismo”, para as quais foram convidados diversos especialistas nas matérias, tendo alcançado um êxito superior às expectativas.
Analisando o resultado positivo, continuamos confiantes no presente, orgulhosos do passado e cada vez mais esperançados num futuro promissor.
A Ronda Típica da Meadela, fundada em 1960 pelo etnógrafo José Figueiras, apresentou-se em público pela primeira vez, num serão de arte poética Luso-Galaica, organizado pela Comissão de Festas da sua freguesia. Teve a seu cargo, como simples “tocata”, composta por quatro elementos, um fundo musical de recitais de autores minhotos, de puro sabor local.
O acolhimento que a crítica lhe dispensou e a simpatia de que foi rodeada encorajaram a constituição do grupo, com todas as características próprias de uma autêntica “Ronda Típica”, em conformidade com as usanças de antanho.
A evolução foi rápida, e logo a direcção resolveu acompanhar o trabalho de divulgação regionalista que a Ronda vinha tomando de entusiasmo por todo o País.
É, ainda, no mesmo ano, que a Ronda se apresenta com a respectiva tocata em plena forma, num esperançoso coro de canções minhotas e números coreográficos a que soube dar a alegria, a leveza e o perfil inconfundível das manifestações de arte das gentes minhotas do recanto Vianês.
As palavras de incitamento despertaram a confiança indispensável ao prosseguimento dos propósitos. Só interessava trabalho construtivo capaz de convencer como convenceu – pelo seu cunho rebelde a abastardamentos e fantasias, com respeito das realidades que assim têm vindo a manter-se, mercê da gente moça, da Ronda Típica da Meadela, afecta sempre aos velhos usos que herdou.
Cerca de dois anos depois, recebe o primeiro convite francês para festejar a data comemorativa da Tomada da Bastilha, que haveria de ser começo de acção em vários outros locais, também situados em França, bem como Espanha, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria e Festivais Nacionais e Internacionais, numa sucessão de êxitos, que continua e conserva.
Toda a riquíssima variedade do indumento do Alto Minho é apresentada por este agrupamento regional, cujas danças têm o sabor castiço dos bailados de Viana, e, os seus cantares recordam-nos o ambiente festivo dos serões, das malhadas, das sachas e das vindimas que amenizam o peso das tarefas por terras Limianas.
Retomando um velho uso em 1993, a Ronda Típica tocando e cantando porta a porta, devolve à Meadela uma tradição que também lhe pertence ao apresentar As Janeiras.
Em 1994 dá vida a um projecto, contemplando a época baixa e que passaria no ano seguinte a contar com a Junta de Freguesia da Meadela, Junta de Freguesia de Monserrate e Junta de Freguesia de Santa Maria Maior na sua organização – O Festival de Maio.
Como um espaço aberto às mais variadas manifestações de arte, surge a I Semana da Cultura, na Meadela, em 1996, servindo assim de prólogo às Festas da Meadela. Em 2009, a Ronda realizou as I Jornadas de Cultura Popular de Viana do Castelo, bem como uma Conferência subordinada ao tema “Associativismo”, para as quais foram convidados diversos especialistas nas matérias, tendo alcançado um êxito superior às expectativas.
Analisando o resultado positivo, continuamos confiantes no presente, orgulhosos do passado e cada vez mais esperançados num futuro promissor.
Historial retirado do sitio http://www.rondatipicadameadela.com/, onde pode colher mais informação sobre o grupo.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
III Encontro de Janeiras da Meadela

Os grupos participantes são os seguintes:
- Comissão de Festas Srª. das Boas Novas - Mazarefes - Viana do Castelo.
- Grupo de danças e Cantares de Perre - Viana do Castelo.
- Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré.
- Rusga Típica da Correlhã - Ponte de Lima.
- Rancho Típico de São Mamede de Infesta - Matosinhos.
- Ronda Típica da Meadela - Viana do Castelo.
Esperamos que seja uma excelente noite de tradições, já que o cartaz de grupos é de muito boa qualidade.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Indumentaria do Homem da Gafanha
PeixeiroA indumentaria do homem também foi sempre muito rudimentar. Temos conhecimento de um antigo chapéu de aba larga e de copa tão alta que os seus portadores, para obstar a que eles se enfiassem pela cabeça até a altura da boca, enchiam-nos de palha. Era extravagante! Na terra, eram conhecidos pela denominação de "barombas".
Seguiu-se outro chapéu também de aba larga, de feltro grosso e de copa baixa, à qual se aplicava de lado uma grande maçaneta, de retrós. Houve também o chapéu de aba tela, com aba rija, larga, de bom feltro e de luxo, usado por volta de 1880.
Vieram depois o barrete simples e o barrete carapinha, cujo forro se prolongava por fora, originando no rebordo um refego ou adorno em forma de anéis ou de pequenas argolinhas de lã encarapinhada.
Estes barretes nem eram tão compridos nem tinham a maçaneta tão abundante como os de Leiria, e há muito que foram substituidos pelo boné, ou pela boina, e pelo actual chapéu.
Em 1880 ainda estava muito em uso a jaqueta ou quinzena de burel ou saragoça. O gabão, também de burel ou de saragoça, era vestuário do casamento e da Missa, e ainda aqui continuou a usar-se, quando por outras terras há muito tempo tinha sido substituído pelo sobretudo. O varino foi uma peça de transição entre aquele e este vestuário.
O que mais caracterizou a indumentaria dos gafanhões foi a ceroula curta ou cuecas, a principio de estopa e depois de pano cru, e que não ultrapassava na perna metade do fémur. Explica-se o seu uso muito prolongado por oferecer grandes vantagens e comodidades nos trabalhos da Ria e das marinhas, o que não os absolve em absoluto da reforma desta espécie de vestuário, reforma que deviam ter feito ao menos para certos actos da vida social. Em 1880, pouco mais ou menos, ainda se assistia à Santa Missa de ceroula curta, inclusive o acólito.
A camisa era de estopa, ou de linho, com botões de pano. A de casamento tinha peitilhos postiços, punhos e colarinhos de bretanha, que às vezes eram engomados.
As calças, casaco e colete, eram de surrobeco, bombazina, belbutina e mais tarde de catrapinha. Foram usadas muito tempo as calças à boca de sino.(...)
Em 1900, os adultos iam à cidade ou à vila de ceroulas curtas, levando ao ombro um pau ou cajado, donde pendiam as botas e as calças, que calçavam e vestiam na ocasião própria.
In "Monografia da Gafanha" do Padre João Vieira Rezende.
Boas Leituras
Até breve.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Onde os Bois Lavram o Mar
Aqui está um pequeno filme, de uma actividade que existiu nas nossas praias em tempos já longínquos, mas que está na memória de algumas pessoas. Um pequeno filme bem elucidativo da dureza desta actividade.
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Cantar as Janeiras 3
E assim terminou o mês de Janeiro e com ele também o Cantar das Janeiras. Foi um mês bastante cansativo, em que durante todos os fins de semana, percorremos algumas ruas da Gafanha da Nazaré, visitando as casas de conhecidos e amigos. Desde já pedimos desculpa por não podermos visitar todas as casas que gostaríamos e nos solicitaram para visitar, mas tal era humanamente impossível. Aqui ficam as nossas desculpas.
O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré agradece a todos os que nos ajudaram, e mostraram o seu carinho e a sua alegria, dando-nos também força para assim podermos continuar. Enquanto não chegam as Janeiras de 2012, aqui ficam as ultimas fotos de 2011.
Um muito obrigado a todos.
O nosso Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Indumentaria da Mulher da Gafanha 8
Sobre toda esta indumentaria usava-se o mantéu de fraldilha, espécie de opa sem abertura de passagem para os braços, e com tira de ourelo em chapa pela orla. Apoiado sobre os ombros em volta do pescoço, sobressaía por cima uma espécie de gola, bastante saliente, chamada o refego. Este refego era um pedaço da mesma teia de fraldilha, redobrado e repregado sobre si e cosido com fio de vela, terminando na frente por duas fitas castelhanas para segurar sobre os ombros. Ainda se usava em 1885.Veio finalmente o capote de bom pano e com talhe igual ao do mantéu, mas muito mais comprido, chegando alguns quase ao tornozelo. Uma fita larga, de veludo, com arabescos ou lavrada em ramos, cobria em chapa a gola de bicos e as folhas pela frente e junto à orla.
Ainda se usava na mesma época a mantilha redonda, de pano fino, que se diferenciava do capote por ser muito mais curta, ter a gola redonda e a fita aplicada pela frente e pela orla, desguarnecida de qualquer arabescos, tendo também abaixo da orla uma farta laçaria de compridas fitas de veludo, enlaçadas e à mercê do vento. Estas duas peças de vestuário, o capote e a mantilha, ainda em uso em 1880.
Até esta época, era rara a mulher que usava qualquer calçado, a não ser os tamancos. Só por ocasião do casamento os pais lhe permitiam usar as chinelas, que eram o calçado próprio deste acto, e que depois era guardado religiosamente só para as festas mais solenes.
Nas festas usavam o lenço de bobinete e a camisa com abertura. Chamava-se à camisa que abotoava como a do homem, e como a dele terminava no pescoço com colarinho ao qual estava cosida uma renda larga que virava para baixo até chegar à abertura do colete. A abertura, ou melhor, a renda, era para compor, dizia-se. A manga da camisa com abertura terminava com frioleira pequenina (rendinha) e fechava no punho com botões de pano.
A camisa usual chamava-se camisa de borracha, cujas mangas chegavam ao cotovelo, tendo nos sovacos um quadrado de pano sobreposto, e internamente, sobre os ombros, tinham contra fortes. Na confecção não havia borracha, como o nome parece indicar. O colete demáscua (de damasco), em ramado a cores, tinha seis abotoaduras de prata e era usado nas festas com a camisa com abertura.
In "Monografia da Gafanha" do Padre João Vieira Rezende.
Boas Leituras
Até breve
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Cantar as Janeiras 2
No passado fim de semana, voltamos a andar pelas ruas de Gafanha da Nazaré, a Cantar as Janeiras a todos os nossos amigos, e a quem nos quis receber (foram muitos). Mesmo sendo os dias mais frios que passámos este ano, lá nos fomos aguentando com roupas bem quentes, e com algum mata bicho que nos foram dando. Aqui ficam algumas fotos desses momentos.
Algumas famílias que nos receberam.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Cortejo dos Reis 1
Em jeito de rescaldo, aqui ficam as últimas fotos do Cortejo dos Reis 2011. De salientar, pela positiva, que este ano algumas pessoas atendendo ao pedido feito pelo nosso Pároco, procuraram trajar com o maior rigor possível. Aqui ficam algumas fotos e que para o ano seja ainda melhor.
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Actuação em Mindelo-Vila do Conde
Ontem dia 15 estivemos presentes , como anunciamos aqui neste blog, no VII Encontro de Cantares de Janeiras em Mindelo, Vila do Conde. Foi uma noite muito agradável, em que quem assistiu ao espectáculo foi presenteado com uma grande noite de tradições.
O Grupo anfitrião (Rancho Folclórico da Associação Cultural e Desportiva do Mindelo), fez um excelente trabalho de pesquisa e montou um brilhante cenário, em que representava uma cozinha antiga da região do Mindelo. Na representação era encenada uma chegada a casa da família que trabalhava no campo e na pesca no mar. Após uma pequena troca de palavras os grupos iam entrando em palco cantando as suas cantigas. Mais uma vez o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré apresentou os seus cantares de reis, recebendo da parte do publico que enchia por completo o salão do espectáculo uma grande ovação. Dos donos da casa recebemos além de vinho tinto quente com canela, umas rabanadas deliciosas, de comer e chorar por mais, uma chouriça e uma broa.
Um pequeno aspecto negativo, foi o facto de deixarem a troca de lembranças para o final, obrigando todos os grupos a aguardar. De qualquer modo estão de parabéns os nossos amigos do Mindelo.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
VII Encontro de Janeiras
No próximo sábado, dia 15 de Janeiro de 2011, o Grupo Etnográfico vai participar em mais um Encontro de Janeiras. A convite do Rancho Folclórico da Associação Cultural e Desportiva de Mindelo, Vila do Conde, iremos mostrar as nossas tradições e os nossos cantares de Janeiras.
Participam neste encontro, além de nós e do grupo anfitrião, o Rancho Folclórico de Castelo de Neiva - Viana do Castelo, o Grupo Folclórico "Terras de Arões" - Vale de Cambra e o Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros. Depois do jantar convívio, que será às 19:00 horas, terá início o Encontro pelas 21:00.
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Cantar as Janeiras 1
Como é tradição em Janeiro, andámos no passado fim-de-semana a cantar as Janeiras de porta em porta àqueles que nos quiseram receber. Numa dessas noites tiramos algumas fotos, deixando aqui um pequeno registo do que se passou.
A espera para nos receberem é sempre uma incógnita.
A alegria de nos verem e de ouvir as nossa cantigas.
Quem nos recebe também gosta de dar.
A foto no local do costume.
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domingo, 9 de janeiro de 2011
Cortejo dos Reis
Realizou-se hoje mais um Cortejo dos Reis na Gafanha da Nazaré. Não sendo uma actividade do Grupo Etnográfico, não queríamos porem, deixar passar em claro esta mostra da cultura deste povo das Gafanhas. Dizem os mais antigos que este cortejo já se realiza à mais de cem anos. Não sei se será verdade mas, nós acreditamos e que esta mostra de tradições se mantenha por outros cem. Aqui ficam algumas fotos.
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