" O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré foi fundado no dia 1 de Setembro de 1983, com o propósito de defender os usos e costumes dos nossos antepassados, isto é, dos que habitaram as Gafanhas desde o séc. XVII..."
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
XIX Gala Internacional de Folclore
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
XIII Festival de Folclore "Barra 2010"
A concentração será junto ao Farol da Barra e o Festival terá o seu início às 22 h.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
De volta!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Grupo Folclórico Danças e Cânticos "Olhos de Água"
No próximo sábado, dia 24 de Julho, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré desloca-se a Pinhal Novo, Palmela, para participar em mais um Festival de Folclore.
O programa é o seguinte:
17:00 horas - Concentração dos Grupos no Largo José Maria dos Santos, em Pinhal Novo.
18:00 horas - Visita à Exposição Etnográfica patente na sede do Grupo anfitrião.
18:30 horas - Recepção e entrega de lembranças com "Moscatel de Honra".
19:00 horas - Jantar convívio.
20:00 horas - Trajar.
20:30 horas - Formação para a entrada em palco.
21:00 horas - Início do Festival.
Participam neste Festival os seguintes Grupos:
- Grupo Folclórico Danças e Cânticos "Olhos de Água" - Palmela (Estremadura)
- Grupo Folclórico "As Morenitas" de Ovar - Ovar (Beira Litoral)
- Grupo Folclórico de Albufeira - Albufeira (Algarve)
- Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré - Ílhavo (Beira Litoral)
domingo, 18 de julho de 2010
I Casteldaccesi e la Corte del Duca
sexta-feira, 16 de julho de 2010
São Torcato (Guimarães)
Vila de São Torcato
São Torcato, situada na margem esquerda do Rio de Selho, a cerca de 5 km de Guimarães, é uma vila predominantemente rural detentora de um património natural e cultural que a tornam um dos potenciais turísticos do concelho.
O santo que dá nome à vila, São Torcato, foi um dos primeiros evangelizadores da Península Ibérica no século VIII. Segundo reza a tradição, após martirizado, foi encontrado nesta vila num local onde hoje se ergue a capela da Fonte do Santo.
Vila com fortes tradições e ligações ao mundo rural e à devoção a São Torcato, esta terra é rica em manifestações culturais e etnográficas que se traduzem fundamentalmente nas festas e romarias que, durante o ano, aí têm lugar:
- Festa dos 27, a 27 de Fevereiro.
- Romaria Grande S. Torcato, em Julho, é uma das maiores e concorridas festas do Minho.
- Feira da Terra, em Julho.
- Festa do Linho (Linhal), em Julho.
- Festa das Colheitas, em Outubro.
A vila de São Torcato possui também locais onde é possível observar testemunhos dessas tradições e da sua fé: o Santuário em granito, onde está depositado o corpo incorrupto de S. Torcato, a Capela da Fonte do Santo, Museu da Vila de São Torcato.
(Informação retirada do site da Câmara Municipal de Guimarães. )
Grupo Folclórico de São Torcato
S. Torcato é uma freguesia do concelho de Guimarães, com inúmeras tradições, nomeadamente na cultura do linho, tecido que, desde sempre, foi muito apreciado por todo o país, fazendo parte integrante dos “Linhos de Guimarães”. Independentemente desta riqueza agrícola havia, e ainda há, outras, que constituem grande fonte de tradições no meio rural. A sua condição geográfica é propícia à alegria e boa disposição, dada a variedade de vegetação que compõem o “Vale de S. Torcato”, cenário natural de grandes tradições.
À semelhança de outros exemplos, surge um grupo de pessoas dispostas a formar um grupo folclórico, para, nos seus tempos livres, darem a conhecer a cultura popular do povo de S. Torcato, respeitando integralmente os mais elementares princípios do folclore. Assim sendo, investigaram e recolheram, junto de pessoas conhecedoras do assunto e idosas, o modo de cantar e dançar, bem como o de trajar dos seus antepassados.
Depois de alguns entraves iniciais à fundação do grupo, actuam pela primeira vez em público em princípios de 1958. A partir de então não parou a sua actividade, desenvolvendo uma série de trabalhos e deslocações aos mais reputados festivais folclóricos nacionais e no estrangeiro e, em 1960, dá início à organização dos Festivais Folclóricos de S. Torcato. Neste vasto historial ganhou inúmeros troféus em festivais e concursos, que se encontram expostos na sede do grupo. Em 1973, depois de sofrer uma crise directiva, o grupo reestrutura-se novamente, formando uma nova direcção que dá novo alento aos elementos do grupo. Com força suficiente para continuar a sua actividade por muitos mais anos, procedem ao restauro dos trajes, à aquisição de diverso património cultural e etnográfico, à revisão das coreografias e, ao mesmo tempo, à reciclagem das suas actividades. Deste modo, alarga a sua fama e reputação, viajando por diversos países e em Portugal, levando aos quatro cantos do mundo a sua bela região do Baixo Minho. Como forma de agradecimento pelo bem feito pela terra, o Grupo Folclórico de S. Torcato é distinguido pela Câmara Municipal de Guimarães com a medalha de prata de mérito associativo. É o primeiro grupo folclórico do concelho a receber tal distinção.
O Grupo Folclórico de S. Torcato é considerado um dos maiores embaixadores da cultura popular de todo o distrito de Braga e o mais representativo do concelho de Guimarães. Procurou, ao longo destes anos, trabalhar no sentido de enriquecer cada vez mais o património cultural, respeitando os princípios da etnografia e coreografia, usos e costumes do povo da terra de S. Torcato. Nos seus espectáculos transmite a alegria e a riqueza da sua lendária terra. O espírito de iniciativa e capacidade empreendedora são as suas mais profundas características, sendo estas que motivam o Grupo Folclórico de S. Torcato a continuar a sua actividade.
Texto retirado do blog “Antepassados em Guimarães” da autoria de Avelina Maria Noronha.
Boas leituras
Rubem da Rocha
Grupo Folclórico de São Torcato
Amanhã, dia 17 de Julho, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré irá participar no 50º Festival Internacional de Folclore de São Torcato.
O programa é o seguinte:
16:00 horas - Concentração dos Grupos na Alameda de São Dâmaso, junto ao Toural (Guimarães).
16:30 horas - Desfile dos Grupos desde a Alameda de São Dâmaso até à Rua dos Palheiros.
17:30 horas - Chegada dos Grupos ao Mosteiro de São Torcato.
18:00 horas - Missa solene cantada e tocada pelos componentes e instrumentos do Grupo Folclórico de São Torcato.
19:00 horas - Jantar de confraternização com os Grupos e convidados de honra.
21:30 horas - Início do 50º Festival Internacional de São Torcato.
Os Grupos participantes neste Festival são:
- Rancho Folclórico do Ourondo (Serra da Estrela),
- Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (Ílhavo),
- Grupo Folclórico Centro Social de Vila Nova de Sande (Guimarães),
- Grupo Folclórico "A Rusga de Arcozelo" (Vila Nova de Gaia),
- Grupo Folclórico Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo),
- Grupo Folclórico Albemdeira (Vigo - Espanha),
- Companhia Folclórica Xaman-Ek (São Luis Potosi - México),
- Grupo Folclórico São Torcato (Guimarães).
Mais uma vez, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré foi convidado para um dos mais prestigiados Festivais de Folclore do país. Iremos, como sempre, mostrar o que de melhor temos e dignificar a nossa cultura, as nossas tradições e sobretudo o nome da nossa terra.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
I Casteldaccesi e la Corte del Duca
Mais um pequeno vídeo da actuação dos nossos amigos da Sicília, no Salão Mãe do Redentor, na Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré.
Espectáculo magnífico.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
I Casteldaccessi e la Corte del Duca
A alegria dos nossos amigos da Sicília, na Casa Gafanhoa - Museu Municipal.
XXVII Festival Nacional e XII Internacional de Folclore da Gafanha da Nazaré
XXVII Festival Nacional e XII Internacional de Folclore da Gafanha da Nazaré
segunda-feira, 5 de julho de 2010
I Casteldaccesi e la Corte del Duca
XXVII Festival Nacional e XII Internacional de Folclore da Gafanha da Nazaré
No próximo sábado, 10 de Julho de 2010, vai realizar-se mais um Festival de Folclore do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré. É o XXVII da nossa existência e é também o XII com a participação de Grupos estrangeiros.O programa é em tudo semelhante ao dos anos anteriores, com a recepção aos Grupos e Ranchos participantes às 17:00 horas.
- Grupo Folclórico da Casa do Povo de Calendário - Famalicão,
- Grupo de Danças e Cantares de São Pedro de Maceda - Ovar,
- Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores - Mortágua,
- Rancho das Lavradeiras da Trofa - Trofa,
- Grupo Folclórico I Casteldaccesi e la Corte del Duca - Sicília (Itália),
- Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré.
sábado, 3 de julho de 2010
Superstições e Crendices - VII
O Janicas, já falecido, era pessoa simples e honesta. Era lavrador. Ficara sem pai ainda criança com um irmão mais novo e foi criado pela mãe, a Ti Albertina Janicas. Casou já “entradote”, como ele dizia.
Claro que namorava muitas cachopas mas só encalhou com a Laura, natural de Vagos onde vivia. Ia namorá-la à noite, às terças, quintas, sábados e ao domingo de bicicleta.
Contava ele:
“Já havia uma estradita de terra batida que ligava a Gafanha da Boavista a Vagos e como de costume lá fui namorar a Laura de bescleta. As casas eram poicas e ali nos cardais, a partir do pontão nem habia casa nenhuma. Não habia luz, o caminho era escuro, negro com’o breu. Nunca acontecera nada, mas naquela noite já binha p’ra casa e ali na altura dos Cardais, na Quinta da Palmirinha, sinti uma coisa sempre atrás de mim e pus-me a pedalar mais; mas, o raio da bescleta parecia que nem andava, canto mais eu pedalaba, mais a coisa corria. Parcia-me passos de animal e logo pensei: - Ó é alma penada ó balisome.
Só sumbe o que era qu’ando cheguei a casa saí da bescleta e abrim o portão. A coisa ainda introu primeiro ca mim – era o cão que partira o cadeado, fugiu e foi ao meu encontro.”
Nem estas evidências demoviam a crendice deste povo que, a par da sua profunda e convicta fé e religiosidade, era muito supersticioso, acreditando em poderes estranhos e que muito temia.
– Os Amuletos
Amuletos eram objectos que as pessoas traziam consigo e aos quais atribuíam qualquer virtude ou poder de protecção.
As pessoas adultas usavam ao pescoço, bem escondidas, por vezes presas com alfinete de segurança na roupa interior ou penduradas numa fita umas saquinhas com “armações”; usavam também uma argola de aço e, muitas pessoas mandavam fazer um anel também de aço, com o signo-saimão ou uma estrela com o número ímpar de pontas, esculpidos. Este anel nem sempre era usado no dedo, mas junto à saquinha da armação.
As crianças usavam também amuletos: signo-saimão, figas meias luas, corações, chifres de azeviche para ficarem protegidas das bruxas, do mau-olhado e de todo o mal de inveja.
Ao trazer estes amuletos consigo, o povo chamava “andar armado”. No carro de bois ou na carroça das vacas os lavradores penduravam por baixo, um par de chifres ou “cornos”, como o povo dizia. Na porta da cozinha, no portão e também nas portas dos currais do gado, pregava-se uma ferradura. Todos estes amuletos eram usados só depois de levarem a “benzedura ou reza”, feita por uma mulher de virtude; se assim não fosse, não produziriam efeito, isto é, não teriam poder para afastar e impedir o mal rogado e desejado pelos invejosos ou afastar os espíritos maus.
In “Gafanha…o que ainda vi, ouvi e recordo”, da Sr.ª Professora Maria Teresa Reigota.
Boas leituras
Rubem da Rocha






