É já no próximo fim de semana que se realizam os festejos em honra de Nossa Senhora dos Navegantes. Deixamos aqui algumas imagens para recordar e lembrar o evento.
" O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré foi fundado no dia 1 de Setembro de 1983, com o propósito de defender os usos e costumes dos nossos antepassados, isto é, dos que habitaram as Gafanhas desde o séc. XVII..."
domingo, 13 de setembro de 2009
Nossa Senhora dos Navegantes
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça
Alpiarça, Vila Ribatejana, situada na margem esquerda do Rio Tejo, a poucos quilómetros de Santarém, onde a presença humana data dos primórdios da humanidade.
A variedade de trajes do tempo que queremos aqui retratar é bastante grande. Isto porque as características desta Região Ribatejana ofereceram a este povo uma multiplicidade de ocupações, criando-se assim um trajar que variava da Lezíria para a Charneca, do Tejo para os Campos, da grande casa agrícola à pequena habitação, etc.
Cada traje, ou parte dele, seja para mulheres, homens, casados, crianças, idosos, viúvos, luto, noivado, etc., etc., tem sempre as suas exigências de qualidade e de composição decorativa. "O traje é sempre uma bandeira, que simboliza e exprime o carácter dos habitantes que o usam".
Não é por acaso que o povo da Lezíria traja de cores garridas, com relevo para o colete do campino em dias festivos e para as saias usadas pelas mulheres desta região, que são encarnadas, enquanto dançam de forma viva e movimentada ao som de melodias estridentes e apressadas.
In: Folheto de divulgação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça
Fundado em 1969, depois de um trabalho exaustivo de recolha, pretende representar as características dos usos e costumes dos nossos antepassados tendo sempre presente a transmissibilidade/continuidade deste trabalho. São muitas as manifestações culturais em que temos participado, quer no país, quer no estrangeiro, nomeadamente França, Espanha, Itália, Alemanha, Jugoslávia e Grécia.
As Danças
- Baile de roda, modas para bailar e viras de várias modalidades - Eram as mais populares antigamente.
Os Trajes
- Domingueiros, Festivos, de Trabalho - Dão o colorido e identificam o estrato social e profissão a que cada pessoa pertencia.
A Música
- Acordeão, bilha, reque-reque, cana, ferrinhos - Dão alegria e vivacidade, expressa na velocidade, por vezes estonteante a que os dançarinos executam as danças, embelezadas com os característicos passos de sapateado e escovinha.
As Canções
- Marcadas por quadras populares que evocam o quotidiano da época, complementam todo este ritmo tão característico da região Ribatejana.
O Fandango
- Dança que se espalhou por todas as províncias portuguesas desde o século XVII, adquiriu características bem próprias em cada região, de acordo com a personalidade das gentes. É no Ribatejo que ganha raízes mais profundas e se intitula de ex-libris desta região e demonstra bem o carácter viril e altivo do homem do Ribatejo.
XXVII Festival de Folclore - Alpiarça (Alpiagra 2009)
Ronda Típica da Meadela - Viana do Castelo
Grupo de Danças e Cantares de Lordelo "Os Expansivos" - Paredes
Rancho Folclórico de Paranhos da Beira - Seia
Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Nossa Senhora dos Navegantes


quarta-feira, 2 de setembro de 2009
As Gafanhas antes da Ria - 8
Como se pode constatar, foi também a partir de abertura da barra nova, que as Gafanhas se começaram a desenvolver, pois passados cerca de 10 anos deste acontecimento, foi construído o primeiro templo religioso desta zona, sinal da fixação de uma comunidade.
Assim e para terminar este trabalho, queria deixar as seguintes conclusões:
1º - As Gafanhas começaram a ser povoadas, ainda que de uma forma muito lenta, por volta do ano de 1677.
2º - Esse povoamento foi feito a partir das freguesias mais a Sul, caso de Vagos, fruto da ligação terrestre existente.
3º - Nos séculos X-XII, a costa marítima portuguesa tinha uns contornos muito diferentes dos actuais, tocando o mar povoações como Angeja, Vagos, Cacia e outras, que hoje ficam bastante longe dele.
4º - Foi a partir desta altura, com o processo de sedimentação, que se começou a formar um cordão litoral de areias, criando um mar interior, que depois daria origem à Ria de Aveiro.
5º - Com o surgir da Ria de Aveiro, viriam a aparecer também línguas de terra que originariam povoações, entre as quais as Gafanhas.
6º - Seria com a barra nova, em 1808, que toda esta região entraria definitivamente, numa época de progresso constante.
7º - Como resultado de tudo isto e como conclusão final, digo que as Gafanhas não existiriam antes da Ria de Aveiro, mas pelo contrário, com a formação da ria de Aveiro, é que surgiram as Gafanhas.
Trabalho apresentado no Quinto colóquio da Murtosa e posteriormente publicado, no livro do 10º Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré.
Boas leituras
Rubem da Rocha
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Origens do vocábulo "Gafanha" (parte VI)
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Nossa Senhora da Nazaré


Três fotografias que retratam a participação do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré nas Festas da Padroeira.sábado, 29 de agosto de 2009
Nossa Senhora da Nazaré
Realiza-se, neste Domingo, a Festa Religiosa em honra de Nossa Senhora da Nazaré. Haverá Missa Solene na Igreja Matriz, pelas 11:15 horas com a presença da Filarmónica Gafanhense-Música Velha.quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O Folclore
terça-feira, 25 de agosto de 2009
As Gafanhas antes da Ria -7
E foi assim que, com esta obra se marcaria, definitivamente, uma passagem entre a ria e o mar, deixando esta de estar aberta ou fechada, consoante o sabor dos tempos e passando a estar sempre aberta, por acção directa do homem. Refira-se que, como complemento à barra, foram construídos os dois molhes, o segundo dos quais (norte), cerca de dez anos depois de a barra estar aberta.
Ficou assim toda a região, definitivamente livre dos problemas resultantes do açoreamento da barra e pôde lançar-se finalmente, numa era de progresso constante até atingir aquilo que hoje é.
Sabe-se que os primeiros habitantes das Gafanhas seriam originários da zona de Vagos, por ser a única com ligação terrestre a estas terras, razão pela qual, grande parte dos apelidos das famílias gafanhoas tem origem em Vagos; por exemplo os Rochas, os Carapelhos, os São Romões, os Sarabandos, e muitos outros que existem. Mas nessa altura, ainda não se podia falar propriamente em povoação, porque estas gentes viveriam dispersas, seria uma casita ali, outra além. Assim embora existam dados referentes ao ano de 1677, ano em que o Conde de Aveiras, João da Silva Telo de Meneses, teria feito aforamento de várias leiras de terra a diversos agricultores e caseiros, foi com a abertura da barra, que as Gafanhas viriam a iniciar a sua era de desenvolvimento.
Somente em 1818, se conhece já uma colónia de habitantes com carácter permanente, nos terrenos situados a Nascente da ponte da Cambeia e a Sul da Quinta da Mó do Meio. Seria mesmo neste local, na Quinta do Marinhão, que viria a ser erguida a primeira Capela dedicada ao culto religioso, vincando de forma bem marcante que a partir daí, se iria desenvolver uma povoação, já que os nossos antepassados davam uma grande importância à sua vida religiosa.
(Continua)
Boas leituras
Rubem da Rocha
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Festival do Bacalhau
A nossa tasquinha no Festival do Bacalhau.
O pessoal que preparou as iguarias.
A malta que atendeu os clientes.
A visita dos nossos autarcas.
Aspecto da sala com clientes e sobretudo amigos. terça-feira, 18 de agosto de 2009
O Folclore
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Festival do Bacalhau
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
As Gafanhas antes da Ria -6
Observando mais atentamente as diversas posições da barra ao longo dos anos, podemos ver que, esta teve posições extremas: A Norte, perto da Torreira e a Sul, em Mira, tendo durante outros períodos ocupado diversas posições, desde São Jacinto, até à chamada Quinta do Inglês, situada entre a Praia da Vagueira e Mira.A chamada barra nova, que ainda hoje se mantém em funcionamento, viria a ser aberta em 1808, como resultado de todo um processo, que envolveu diversas petições da câmara de Aveiro à Rainha D. Maria I, que após ter mandado vir diversos engenheiros de países estrangeiros, verificou que estes nada conseguiam fazer. A situação mantinha-se, ou seja, a barra variava de posição consoante as vicissitudes do Mar e as condições do tempo, que abriam ou fechavam a barra, resultando daí um grande estado de incerteza entre toda a população, pois conforme atrás disse, as condições de vida variavam com o bom ou mau funcionamento da barra. Como exemplo posso citar o Prof. Orlando de Oliveira, que no seu livro “Origens da Ria de Aveiro” refere:
“A influência decisiva das condições físico-geográficas determinadas por esta volubilidade da barra determina o aparecimento de crises de crescimento de Aveiro, alternando com fases de progresso. Em 1348, a cidade quase ficou despovoada por efeitos de peste, a que se seguiram outros surtos com intervalos de cerca de 10 anos”. Noutro ponto da obra, continua o autor, “A barra fechava, as águas estagnavam, acumulavam-se, o paludismo surgia e uma boa parte da cidade de Aveiro alagava-se. De tudo isto resultavam situações de miséria, doença e abandono. A barra abria, as águas em excesso escoavam-se, as febres palustres desapareciam quase por encanto e com as facilidades de vida, voltavam a ocorrer populações transviadas”.
Como meros dados estatísticos, posso adiantar que em 1575, num período de esplendor de Aveiro, ou seja, em que a barra funcionava bem, a cidade atingiu a bonita soma de 14 000 habitantes, para em 1736, numa fase menos boa da barra, regredir até aos 5 300 habitantes.
Portanto, como se pode verificar por esta análise, a partir do momento em que se formou o cordão de areias, que viria a originar a Ria de Aveiro, as boas ou más condições de navegabilidade da barra, determinam em grande parte, as diversas alterações nas vidas das gentes que por aqui habitavam.
(Continua)
Boas leituras
Rubem da Rocha
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
XXXIII Festival Nacional de Folclore
Conforme se pode ver na imagem acima, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré irá deslocar-se no próximo sábado, 15 de Agosto, a Mouriscas, uma freguesia do concelho de Abrantes.

