" O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré foi fundado no dia 1 de Setembro de 1983, com o propósito de defender os usos e costumes dos nossos antepassados, isto é, dos que habitaram as Gafanhas desde o séc. XVII..."
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Origens do vocábulo "Gafanha" (parte IV)
sábado, 18 de julho de 2009
As Gafanhas antes da Ria -4
Para terminar esta parte, referente às origens do nome Gafanha, quero referir uma outra possibilidade, que diz que o nome destas terras poderá ter vindo da palavra “Galafanha”. Quem referiu esta possibilidade foi Pedro José Marques no seu livro Dicionário Geográfico abreviado das oito províncias dos Reinos de Portugal e Algarves, publicado em 1853. Na altura dessa publicação, o autor refere uma zona da freguesia e concelho de Vagos, que se chamaria Galafanha, embora já na altura fosse vulgarmente denominada de Gafanha. Na origem desta palavra, estariam duas palavras distintas, Gala e Fania, que depois se teria transformado em Fanha. Gala na sua origem, queria significar zona alagada; como exemplo podemos referir a ainda hoje chamada Gala, na Figueira da Foz, à qual, quem conhece, pode facilmente reconhecer certas semelhanças com as nossas Gafanhas. Fania, seria uma palavra que significaria, após ter sofrido várias transformações, que não importa muito estar a referir, uma zona em que abundariam certas plantas selvagens, como por exemplo o junco, ervas e outras que cresciam sem qualquer intervenção do homem. Assim por associação, pode dizer-se que, se esta teoria fosse verdadeira, o nome da Gafanha adviria do facto de esta ter sido zona alagada, onde cresciam plantas selvagens.
Irei agora parar um pouco de falar sobre a Gafanha, para falar sobre a Ria, já que, o grande objectivo deste trabalho é estabelecer a ligação entre estas duas vertentes, a terra, representada pelas Gafanhas e a água, pela ria.
Para começar a falar sobre a Ria, irei recuar até antes dos séculos X-XII, para mostrar que, nessa altura, ainda não existia Ria de Aveiro.
A costa portuguesa era muito, mas mesmo muito, diferente daquilo que é nos nossos dias. Assim, o mar tocaria directamente povoações como Ovar, Estarreja, Ílhavo, Aveiro e outras, conforme se pode observar na figura nº 2. Inclusivamente, o Rio Vouga vinha lançar as suas águas directamente no mar, numa espécie de estuário, que se situava entre Angeja e Cacia.
(Continua)
(Figura 2)
Boas leituras
Rubem da Rocha
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Noite de Folclore Luso/Galaico-Correlhã 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Preparativos de um Festival
Quem assiste a um Festival de Folclore muito provavelmente não faz ideia de quanto trabalho é necessário despender e das pessoas e do tempo que isso envolve. Apesar do Festival decorrer no sábado à noite e para que tudo esteja perfeito é preciso começar o trabalho muito antes. Muitas coisas têm de ser transportadas para o local de modo a montar o cenário. Sexta-feira todo o dia e sábado toda a manhã, os elementos do Grupo Etnográfico dividem-se por tarefas pré-definidas e com muito esforço e dedicação tudo fazem para que o Grupo no final se possa orgulhar de mais um Festival de qualidade, que nos dignifique e faça com que quem nos visita sinta vontade de voltar.
Recebemos este ano quatro grupos folclóricos ou etnográficos. Como é norma nestes intercâmbios/permutas os grupos deslocam-se pagando o transporte e ficando a cargo de quem recebe o jantar convívio. O Grupo Etnográfico gosta de receber bem e de proporcionar a quem nos visita uma refeição bem confeccionada. Para que tal seja possível nada melhor do que ter a trabalhar connosco um dos melhores cozinheiros do nosso concelho: o senhor António. Mais do que um colaborador, o senhor António é um grande amigo de longa data, tendo inclusivamente feito parte activa do grupo. Aqui fica o nosso agradecimento pela sua amizade e pela colaboração que tem prestado.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
XXVI Festival Nacional de Folclore
quarta-feira, 8 de julho de 2009
1º Aniversário

domingo, 5 de julho de 2009
A história do Grupo Etnográfico (parte IX)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
As Gafanhas antes da Ria -3
Segundo alguns estudiosos, que a este tema se dedicaram, a origem mais provável e mais credível, é a que liga o nome Gafanha à apanha do junco, que devido às condições que estes terrenos apresentava, se desenvolvia com grande facilidade nas margens da Ria. Um dos instrumentos usados para o corte do junco era a Gadanha. Ora , segundo o Padre João Gaspar, que a este assunto dedicou largos tempos de estudo, é muito plausível que as pessoas que se juntavam para fazer a apanha, dissessem umas para as outras: “Vamos gadanhar às praias de junco”. Como o povo é fértil em deturpar frases ou palavras, trocando as letras de modo a tornar mais fácil a dicção, poderiam ter começado a dizer “Vamos gafanhar às praias de junco”, trocando assim o “D” pelo “F”, como trocavam as letras, por exemplo, em “sinto”, dizendo “sento” ou “pensamento”, dizendo “pansamento”.
Segundo o Padre João Gaspar, era mesmo muito frequente o povo, na sua simplicidade, arranjar maneiras mais práticas para dizer certas coisas, sem ligarem absolutamente nada ás regras gramaticais. Ainda hoje por vezes, se diz quando uma pessoa pronuncia erradamente uma frase “Dás cada pontapé na gramática”; assim também os nossos antepassados o faziam para conveniência própria.
Ora com esta troca de “gadanhar” para “gafanhar”, teria chegado uma altura em que diziam simplesmente “Vamos à Gafanha”, referindo-se sempre ao acto de gadanhar, ou gafanhar. E assim, esta expressão foi-se divulgando e enraizando nos hábitos vocabulares das gentes daquele tempo, passando a dizer sempre “Vamos à Gafanha”.
Esta origem para o nome Gafanha é portanto, a mais bem aceite pelos diversos historiadores; mas muitas mais existem e irei referenciar algumas:
Uma das que durante bastante tempo, foi também sendo sustentada por algumas correntes de opiniões, era a que defendia que esta zona teria sido uma gafaria, ou por outras palavras, um sítio onde se refugiavam leprosos, pois nesses tempos, a lepra era considerada uma doença maldita e quem dela padecesse era expulso das comunidades e obrigado a viver isolado, ou apenas em contacto com outros leprosos. Mas, como até aos dias de hoje, nunca se encontrou nenhum sinal que indicasse a presença nestas paragens de qualquer gafaria, esta hipótese foi sendo posta de parte.
(Continua)
Boas leituras
Rubem da Rocha
terça-feira, 30 de junho de 2009
50º Aniversário do Rancho Folclórico de Gouveia
domingo, 28 de junho de 2009
Origens do vocábulo "Gafanha" (parte III)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A história do Grupo Etnográfico (parte VIII)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
As Gafanhas antes da Ria - 2
Mesmo a agricultura estava bastante ligada à Ria, pois era lá que se ia buscar o moliço para estrumar a terra, o junco para servir de cama aos animais e até as lamas que ajudavam e muito, nas regas, pois os terrenos arenosos absorviam a água e era necessário “forrar” os regos por onde esta corria, para que não se perdesse e chegasse onde o lavrador pretendia.
Socialmente, existe nesta zona uma grande mistura de pessoas; aqui se juntaram gentes de vários pontos do nossos pais, pois vinham aqui encontrar o que não havia nas suas terras de origem – trabalho e por consequência melhoria das condições de vida. Como resultado, temos que, as pessoas das Gafanhas sofreram influências de outras gentes, razão pela qual se modificaram certos hábitos, como por exemplo a maneira de vestir, ou mesmo a linguagem, originando uma terra com uma maneira muito própria de viver, que não tem comparação com a de qualquer das localidades vizinhas, nomeadamente Ílhavo e Aveiro.
Após esta pequena apresentação das Gafanhas, será de certa maneira pertinente colocar no ar a seguinte questão:
Se as Gafanhas estavam tão intimamente ligadas à Ria, como seriam antes da Ria?
Ou posta a questão de outra maneira, será possível imaginar as Gafanhas sem a “companhia” das Águas da Ria?
É isto que vou tentar explicar de seguida.
E vou começar por falar um pouco sobre como terá surgido o nome Gafanha.
Muitas hipóteses se levantaram, umas com mais credibilidade, outras com menos; umas que se foram mantendo durante vários anos, outras que foram imediatamente postas de parte, por se ter chegado à conclusão que eram totalmente inverosímeis.
(Continua)
Boas leituras
Rubem da Rocha
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Praia da Barra

Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro
É já no próximo sábado, dia 27 de Junho, que o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré se desloca ao Montijo, a convite do Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro. Vamos participar no Festival de Folclore Cidade do Montijo.
O programa é o seguinte:
18:00 horas - Chegada e recepção
18:45 horas - Jantar
20:15 horas - Trajar
21:00 horas - Festival
Participam neste Festival os seguintes Grupos:
Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro - Montijo
Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré
Grupo de Danças e Cantares da Feira - Santa Maria da Feira
Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Fonte da Senhora - Alcochete