domingo, 17 de maio de 2009

Conferências da Primavera

Mais uma pequena amostra da nossa actuação, no Salão Mãe do Redentor, na Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré, animando a 1ª Conferência da Primavera.

Espero que gostem.

sábado, 16 de maio de 2009

Autenticidade folclórica

Haja respeito pelo traje

Decorria o Festival. Um elemento masculino, num rodopio da dança, deixa cair a cinta (ou faixa). Sai da roda de dança e num gesto de raiva, enrola a peça e irado atira-a ao chão. A cena decorreu precisamente na parte frontal do palco. Para natural espanto da plateia, que decerto classificou o desespero do bailador como um acto reprovável e indecoroso.
Já o temos dito que não virá mal ao mundo, e o grupo não sairá inferiorizado por isso, se o componente que deixa escapar a cinta (ou faixa), como o chapéu ou o barrete, ou à mulher libertar-se o lenço ou uma chinela, que interrompa o movimento da dança para recuperar a peça do traje. Seria assim que os bailadores de outros tempos, de uma forma instintiva, decerto procederiam; nunca deixariam pisar e emporcalhar aquilo que lhes terá custado os olhos da cara, na época.
Imaginemos a dificuldade de uma bailadora a concluir a dança calçada com apenas uma chinela, como muitas vezes temos visto, com os riscos físicos que isso pode trazer. E a péssima imagem que oferece o repisar constante dum lenço, dum chapéu ou duma faixa.
Se na representação do grupo está implícita a maior fidelidade dos factos folclóricos, ficará bem, também neste gesto, a retratação do acto, tão natural noutros tempos.
Que a mensagem se espalhe. Entre directores, ensaiadores e componentes dos grupos de folclore.

Manuel João Barbosa – Jornal folclore – Edição 151 de Set./08

terça-feira, 12 de maio de 2009

Jantar do Grupo Etnográfico

No passado sábado, dia 09 de Maio de 2009, pelas 20 horas, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré reuniu os seus companheiros e amigos num jantar para angariação de fundos, que teve lugar no Centro Comunitário Mãe do Redentor, na Colónia Agrícola. A ementa consistia em entradas, sopa de legumes, carne estufada, fruta, doces variados e café com digestivo. Colaboraram com o Grupo Etnográfico cerca de 150 pessoas, o que equivale a dizer que tivemos casa cheia.
Foram momentos de grande alegria e de oportunidade para um convívio entre todos os participantes, em que se puseram todas as conversas em dia, já que algumas pessoas aproveitaram para conversar com colegas que já não viam há algum tempo.
O jantar terminou cerca da meia-noite.

A direcção do Grupo agradece a todos os que colaboraram.

domingo, 10 de maio de 2009

Digressão a Palermo - Itália

Há um ano atrás estávamos em Itália, em Palermo. Aí encontrámos o nosso amigo Franco Gambino que actuou connosco na homenagem a Nossa Senhora das Nações. Aqui deixo um vídeo de parte da actuação e chamo a atenção para o jovem cantor que interpreta um canto típico Siciliano.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Conferências da Primavera

O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, a convite do padre Francisco Melo, prior da freguesia, animou com as suas danças e cantares a 1ª Conferência da Primavera, integrada nas comemorações do Centenário da Paróquia da Gafanha da Nazaré.

Tendo como tema "Questões ambientais: moda ou urgência?", foi proferida pelo Professor Doutor Carlos Borrego, docente e investigador do Departamento de Ambiente da Universidade de Aveiro.

Para nós é sempre um prazer actuar na Igreja Matriz, local onde nasceu o Grupo Etnográfico. Muitas horas ali passámos a ensaiar, crescendo como grupo e como pessoas.

Dessa actuação aqui fica uma pequena amostra.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A história do Grupo Etnográfico (parte I)

Nada nasce por acaso. Muito menos as instituições que corporizam sonhos e projectos de pessoas empenhadas na sociedade em que se inserem. Foi assim com o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que brotou no seio da Catequese da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré.

Como à época era tradição, o final do ano catequético era assinalado por uma festa convívio em que catequistas e catequizandos davam largas à sua imaginação. Não só mostravam as suas habilidades, com cânticos, músicas e pequenas peças de teatro, quantas vezes marcadas pela apresentação de quadros bíblicos, como cimentavam amizades que perduravam por toda a vida. Ainda hoje assim é, sendo certo que muitos cristãos jamais esquecem quantos lhes transmitiram a fé.

Durante os preparativos para uma dessas festas da Catequese, de que era presidente Alfredo Ferreira da Silva, pelo ano de 1980/81, alguém lembrou, entre os quais o prior da altura, padre Miguel Lencastre, que seria interessante apresentar umas danças e cantares dos nossos avós, na esperança de preservar alguns vestígios folclóricos de que não havia grandes referências. E da ideia à pratica foi um ápice. Era preciso mesmo pôr de pé a sugestão. E aí começou a germinar o que viria a ser o ponto de partida para a criação de um Grupo Etnográfico.


Do livro editado por ocasião do XIX Festival Nacional de Folclore, que decorreu a 5 de Julho de 2003, retirámos um artigo escrito pelo nosso grande amigo Prof. Fernando Martins e que iremos transcrevendo por partes.

Memórias

Recuperada pelo Grupo Etnográfico e ex-libris desta região, é a procissão pela ria em honra de Nossa Senhora dos Navegantes. Esta são imagens do já longínquo ano de 1999.

domingo, 3 de maio de 2009

Jantar do Grupo Etnográfico

No próximo sábado, dia 9 de Maio 2009, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré vai realizar um jantar de angariação de fundos, pelas 20 horas, no Centro Comunitário Nossa Senhora de Fátima na Colónia Agrícola.
A ementa consta de:
Sopa de legumes
Nacos de carne estufados com arroz e saladas variadas.
Sobremesas confecionadas pelos elementos do grupo. Haverá ainda umas entradas para aguçar o apetite.
Convidam-se os amigos do Grupo Etnográfico a inscrever-se neste jantar, que é também de convívio.
As inscrições poderão ser feitas junto dos elementos da direcção:
Lurdes Matias, Rúben Garrelhas, Isabel Nunes e José Manuel Pereira.

A Direcção agradece a todos quantos possam participar e ajudar o nosso Grupo Etnográfico.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Senhora de Vagos


Lenda da Nossa Senhora de Vagos

A pouco mais de um quilómetro da vila de Vagos, situada num local campestre, pitoresco e aprazível, convidativo à oração, fica a ermida de Nossa Senhora de Vagos cheia de história e tradição. Consta que antes do actual santuário, existiu outro a dois quilómetros deste de que há apenas vestígios de uma parede bastante alta, denominada «Paredes da Torre», cercada presentemente por densa floresta mas de fácil acesso. Tradições antigas com várias lendas à mistura, dizem que perto da praia da Vagueira naufragou um navio francês dentro do qual havia uma imagem de Nossa Senhora que a tripulação conseguiu salvar e esconder debaixo de arbustos que na altura rareavam no areal. Dirigindo-se para Esgueira, freguesia mais próxima, a tripulação contou o sucedido ao Pároco que acompanhado por muitos fiéis, veio ao local onde tinham colocado a imagem, mas nada encontrou. Dizem uns que Nossa Senhora apareceu a um lavrador indicando-lhe o sítio onde se encontrava o qual aí mandou construir uma ermida; dizem outras que apareceu em sonhos a D. Sancho primeiro quando se encontrava em Viseu que dirigindo-se ao local e tendo encontrado a imagem, mandou construir uma capela e uma torre militar a fim de defender os peregrinos dos piratas que constantemente assaltavam aquela praia. Mas parece que a primeira ermida e o culto da Nossa Senhora de Vagos datam do século doze. O que fez espalhar a devoção a Nossa Senhora de Vagos foram os milagres que se lhe atribuem. Entre eles consta a cura de um leproso, Estevão Coelho, fidalgo dos arredores da Serra da Estrela que veio até ao Santuário. Ao sentir-se curado além de lhe doar grande parte das suas terras, ficou a viver na ermida, vindo a falecer em 1515. É deste Estevão Coelho, que conta a lenda ter quatro vezes a imagem de Nossa Senhora de Vagos, sido trazida para a sua nova Capela, quando das ruínas da Capela antiga (Paredes da Torre), e quatro vezes se ter ela ausentado misteriosamente para a Capela primitiva. Só à quarta vez se reparou que não tinham sido transferidos os ossos de Estêvão Coelho, e que as retiradas que a Senhora fazia eram nascidas de querer acompanhar o seu devoto servo que na sua primeira Ermida estava sepultado; trasladados os ossos daquele, logo ficou a Senhora sossegada e satisfeita. Supõe-se que ainda hoje, à entrada do Templo existe uma pedra com o nome de Estêvão Coelho.Outro grande milagre teve como cenário os campos de Cantanhede completamente áridos e impróprios para a cultura devido a uma seca que se prolongava há mais de quatro anos. A miséria e a fome alastrou de tal maneira por aquela região que todo o povo no auge do deserto elevava preces ao Céu, para que a chuva caísse. Até que indo em procissão à Senhora da Varziela, ouviram um sino tocar para os lados do Mar de Vagos. Toda a gente tomou esse rumo. Chegados à Ermida de Nossa Senhora de Vagos, suplicaram a Deus que derramasse sobre as suas terras a tão desejada chuva o que de facto sucedeu. Em face de tão grandioso milagre, fizeram ali mesmo um voto de se deslocarem àquele local de peregrinação, distribuindo ao mesmo tempo as pobres esmolas, dinheiro, géneros, etc. ... Ainda hoje essa tradição se mantém numa manifestação de Fé e Amor. Ainda hoje o pão de Cantanhede continua a ser distribuído em grande quantidade no largo da Nossa Senhora de Vagos.
Perto do actual santuário que pelas lápides sepulcrais aí existentes, remota ao século dezassete, construíram-se umas habitações onde de vez em quando se recolhiam em oração os Condes de Cantanhede e os Srs. de Vila Verde. Hoje, já não existem vestígios dessas habitações.

As nossas modas

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A propósito das primeiras actuações


Agora que começámos as actuações neste ano de 2009, relembro uma que tivemos o ano passado, em que por parte do grupo organizador tudo foi feito pelas “directrizes que a Federação do Folclore Português recomenda”.
Nessa actuação, após termos chegado, embora reconheça que chegámos um pouco atrasados em relação à hora pedida, não houve ninguém para nos receber e dar-nos as últimas informações, como é norma em todos os festivais. Após trajarmos, reparámos que o desfile já tinha começado sem que alguém da organização se tenha dirigido a nós perguntando se estávamos prontos, ou se demorávamos muito. Chegámos cinco minutos atrasados ao desfile.
Após o desfile, e depois da passagem pelo palco de todos os grupos, chegou a hora dos normais discursos (que deveriam ser normais) dos políticos. Aí é que foi o verdadeiro espectáculo, com o Sr. Presidente da Junta da referida cidade a dar uma grande lição de como se faz politica na sua “quinta”.
No meio de tudo isto estava a Federação do Folclore Português que nem um pequeno reparo fez a todo este espectáculo, nem que fosse daqueles reparos que só quem anda no meio entende. Nada, nem uma palavra.
Penso que era bom que a Federação, que há alguns anos fala que vai reciclar os grupos, não ajude esses grupos a melhorar as organizações dos seus eventos. Por outro lado, esses grupos também não aprendem nada com os outros. Nós quando recebemos em nossa casa, tentamos receber sempre da melhor forma, para que nada falte a quem nos visita. Todos estes reparos de que aqui falo são recomendações que a Federação do Folclore Português faz aos grupos para não cometerem determinados erros, isto para não falar em trajes, relógios, pinturas, posturas de alguns grupos participantes.
Pela positiva, realço o facto do desfile dos grupos ter começado a horas e ser pequeno, já que são essas as recomendações da Federação
Esperamos que este ano que agora começa traga melhores organizações nos festivais em que iremos participar e que todos os grupos ao organizarem os seus festivais se foquem no essencial que é o folclore.

Gafanha da Nazaré, 29-04-2009
Rubem da Rocha

terça-feira, 28 de abril de 2009

Actuação em Custóias


Foi no passado dia 26 de Abril que o Grupo Etnográfico iniciou a sua temporada de folclore 2009. Deslocámos-nos a Custóias para participar na V quinzena cultural promovida pelo Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias.
A actuação, apesar de ser a primeira, correu muito bem e mostrámos às largas dezenas de pessoas presentes a riqueza do nosso folclore. Foi um festival com seis grupos. Além dos anfitriões e de nós, participaram também o Rancho Folclórico do Guisado - Caldas da Raínha, o Rancho Folclórico Juventude em Marcha de Crestuma - Vila Nova de Gaia, o Rancho Folclórico do Padrão da Légua e o Rancho Típico de Esposade, ambos de Matosinhos.
No final do festival foi servido um pequeno lanche para acomodar o estômago para a viagem de regresso.

sábado, 25 de abril de 2009

Jogos populares tradicionais

A propósito dos Jogos Populares, o Dr. António Magalhães Cabral elaborou um apontamento psicossociológico, que tomamos a liberdade de transcrever.

"O Jogo Popular"
«O jogo consiste em transformar um meio num fim em si mesmo» - disse Piaget. Isso acontece com o jogo infantil. No seu 4º estádio de desenvolvimento, entre os 8 e os 12 meses (período sensório-motor) a criança aprende a separar os meios dos fins e o jogo surge. Por exemplo: uma bola com que a criança brinca escapa-se para trás de um obstáculo; antes, fora do alcance visual, não a procurava, mas agora sim. Ultrapassar o obstáculo é o meio a que pode achar graça. Se o converte num fim, aparece o jogo.
O mesmo sucede com o Jogo Popular. O homem que lança fora do campo onde trabalha a pedra que o estorva, pode converter o lançamento num fim em si mesmo e assim nasce o jogo do malhão. Isso quer já dizer que os Jogos Populares se ligam ao trabalho; à experiência rural: são vivência e prazer. Claro que derivam, ulteriormente, para a exibição e a competição, mas sem corte do cordão umbilical que continua a ligá-los à vida do campo, o que já não acontece com jogos mais refinados, de alta competição, onde aquela ligação se perdeu. A simplicidade e a rudeza de processos mantêm-se no jogo popular, enquanto no jogo de alta competição o fim que era o prazer voltou a ser o meio - de atingir fama, fortuna, etc. Até nos «jogos sem fronteiras», a diferença é visível: estes partem da mente para a realidade, embora mais ou menos apoiados nesta; os jogos populares partem da realidade para a realidade."
Dr. António Magalhães Cabral
Artigo extraído do "Portal do Folclore Portugês"

terça-feira, 21 de abril de 2009

Calendário de saídas para 2009

26 / 04 / 2009 - Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias - Matosinhos

07 / 05 / 2009 - Salão Mãe do Redentor - Igreja Matriz da Gaf. da Nazaré

30 / 05 / 2009 - Grupo de Danças e Cantares de Perre - Viana do Castelo

06 / 06 / 2009 - Grupo Folclórico de Gumirães - Viseu

20 / 06 / 2009 - Grupo Folclórico de Arzila - Coimbra

27 / 06 / 2009 - Grupo Típico de Danças e cantares do Afonsoeiro - Montijo

04 / 07 / 2009 - Rancho Folclórico de Gouveia - Gouveia

11 / 07 / 2009 - XXVI Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré

18 / 07 / 2009 - Rancho Folclórico da Correlhã - Ponte de Lima

25 / 07 / 2009 - Rancho Folclórico de S. Félix da Marinha - V. N. Gaia

26 / 07 / 2009 - Rancho Folclórico da casa do Povo da Apúlia - Esposende

01 / 08 / 2009 - Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia - S. Pedro do Sul

08 / 08 / 2009 - XII Festival Nacional de Folclore "Barra 2009"

15 / 08 / 2009 - Grupo Folclórico "Os Esparteiros" da Mourisca - Abrantes

12 / 09 / 2009 - Rancho Folclórico da Saia Rodada - Benavente

20 / 09 / 2009 - Festa em Honra de Nossa Senhora dos Navegantes

sábado, 18 de abril de 2009

Para quando "A Casa da Música"?


Ao longo dos seus 25 anos de existência, Grupo Etnográfico tem recolhido um valioso espólio de utensílios antigos que importa preservar e tem, igualmente, muitas lembranças dos festivais em que participa, quer no país, quer no estrangeiro. Todo esse material se encontra guardado na nossa sede, em condições que não são as melhores e num espaço exíguo.

É um sonho antigo poder ter uma sala museu, grande e com boas condições para poder expor todo esse espólio ao público. Temos a promessa do presidente da câmara de melhoramentos na nossa sede, que seria chamada "A Casa da Música". Aguardamos ansiosamente o cumprimento dessa promessa de modo a melhorarmos substancialmente as nossas condições de trabalho.

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