" O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré foi fundado no dia 1 de Setembro de 1983, com o propósito de defender os usos e costumes dos nossos antepassados, isto é, dos que habitaram as Gafanhas desde o séc. XVII..."
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A Joana Maluca 2
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A Joana Maluca 1
quinta-feira, 26 de maio de 2011
XVI Exposição Nacional de Trajo ao Vivo
O acompanhamento musical foi maravilhosamente suportado pelas tocatas dos ranchos do concelho de Porto de Mós, constituindo uma orquestra de instrumentos tradicionais poucas vezes vista ou ouvida, quer pelo número de participantes, quer pela qualidade musical, constituindo em si próprio um factor de grande interesse e beleza.
O desfile terminou em festa, com o convívio entre os diversos grupos participantes, numa dança comum, recordando que apesar das diferenças entre regiões o povo português é único e possui uma riqueza etnográfica que não se pode perder.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A Joana Maluca
Grupo Etnografico da Gafanha da nazaré, numa Desmantadela.sábado, 7 de maio de 2011
Ciclo do Milho

sábado, 30 de abril de 2011
Fortificações da Barra de Aveiro 5


3 – Forte Velho da BarraExiste uma pequena edificação, situada a meia distancia do Forte da Barra e do novo Porto Industrial (Sacor) de Aveiro, junto à estrada que liga estes dois locais, constituída por uma pequena casa e, no centro eleva-se uma torre cilíndrica com varanda no cimo.
Poucas ou nenhumas são as informações biblio documentais existentes e disponíveis sobre este “Forte Velho” ou “Guarita”, como vulgarmente é designado pela população das Gafanhas.
Na folha nº 184 da carta topográfica do exército, de 1975, vem assinalada esta construção com a legenda de “Forte Velho”.
Esta fortificação poderia ser, em nosso entender, uma construção e adaptação do que restava da antiga torre de vigia da barra, construída no reinado de D. Afonso III. E isto porque essa torre se localizava a meia légua da barra que, na época, se encontrava onde está a Costa Nova (dado muito vago, já que a Costa Nova tem uma extensão relativamente grande) e a légua e meia de Aveiro. Alguns historiadores aveirenses, como vimos mais acima, fazem coincidir esse local com aquele onde se encontra localizado o actual Forte das Barra.
A distância que separa os locais onde se localizam o Forte da Barra e este Forte Velho é, somente, de algumas centenas de metros, e ambos estão praticamente à mesma distância de Aveiro.
Esta nossa opinião resulta também da análise geográfica da laguna, tendo em conta que desde a entrada da barra, quem entrasse a norte da Nossa senhora das areias e navegando para o porto de Esgueira, poderia ser facilmente detectado, na vastidão das águas, do alto desta torre, pois ela se situa numa zona central de navegação da ria.
Trabalho elaborado pelo Sr. Cardoso Ferreira, sobre as Fortificações da Barra de Aveiro, e que foi publicado no boletim nº 17 de Agosto de 1989, da ADERAV – Associação de Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.
domingo, 17 de abril de 2011
Fortificações da Barra de Aveiro 4
Trabalho elaborado pelo Sr. Cardoso Ferreira, sobre as Fortificações da Barra de Aveiro, e que foi publicado no boletim nº 17 de Agosto de 1989, da ADERAV – Associação de Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.
24 - Carlos Pereira Callixto, “Defesa Nacional”, revista nº 289/290, Junho de 1958, Pg.62. 25 - Raul Proença e outros, “Guia de Portugal – 1 Beira Litoral”, Pg. 527. 26 e 27 - Carlos Pereira Callixto, “Defesa Nacional”, revista nº 289/290, Junho de 1958, Pg.62. 28 - Decreto-lei nº 735/74, de 21 de Dezembro.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Fortificações da Barra de Aveiro 3
quarta-feira, 30 de março de 2011
Fortificações da barra de Aveiro 2
Forte da Barra em épocas distintas.
Forte da Barra - Continuação. quinta-feira, 24 de março de 2011
Arte Xávega


sábado, 19 de março de 2011
Fortificações da Barra de Aveiro - 1

Trabalho elaborado pelo Sr. Cardoso Ferreira sobre as Fortificações da Barra de Aveiro, e que foi publicado no Boletim nº 17 de Agosto de 1989 da ADERAV – Associação de Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro. (Continua).
terça-feira, 8 de março de 2011
Dia de Entrudo
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Infância 1
Cada casal tinha em média seis a oito filhos. (…) Aos três anos começava a ajudar os pais: abana a canastra com o seu mais recente irmão, faz-lhe festas, põe-lhe na boca a chupeta e entretém-no enquanto a mãe ajuda o pai nas lides do campo. A mãe levanta-se cedo com o pai, recomendava o bebe ao filho e lá iam surribar a terra para batatas, cavá-la para semear milho ou apanhá-lo à foicinha para cascar…A partir dos seis anos já dava mais lucro que despesa. Descalço, de pila ao léu, com uma camisita de pano barato e um carapuço na cabeça, já tangia o boi ao engenho e desfazia lama na água, tomava conta da fogueira e preparava a comida do porco.
(….)
Mas era em casa que os pais iam, seguindo os hábitos tradicionais, educando religiosamente os filhos. A generalidade dos casais e com eles os filhos e os criados, se os havia, tiravam o chapéu e benziam-se antes de comer. Acabada a refeição levantavam-se, rezavam em Padre-Nosso e uma Avé-Maria, benziam-se e quase em uníssono pediam a bênção ao pai e à mãe, dizendo: “Bote-me a bença, Senhor Pai; bote-me a bença, Senhora Mãe”.
(…)
O nascimento do primeiro filho, não impedia a jovem mãe de acompanhar o marido nas lides do campo. De quando em vez vinha dar uma espreitadela. Quando julgava conveniente regressava para alimentar o bebé, cozinhar umas batatas com pele e peixe para o almoço do casal e dar de comer ao gado.
À tarde levava-o para a terra num berço ou canastra assistindo-o quando chorasse e dando-lhe mama. As mães jornaleiras faziam o mesmo sob os olhares compreensivos do patrão. Se já havia em casa um irmão mais velho ou criadita, era eles a quem se incumbia olhar pelo bebé que ia crescendo com o chilrear do passaredo, o cântico da irmãzita, ou o embalo da mãe. Quando maiorzitos, entretinham-se com outras crianças que acompanhavam as suas mães que prestavam serviço como jornaleiras ou a trocar tempo.
Cresciam com plantas do campo, observando os bezerritos a puxar o carro ou o arado e os pais a cuidarem de tudo. Lenta e paulatinamente iam-se familiarizando com os trabalhos do campo e adquirindo hábitos que perdurariam por toda ávida. Aos seis, sete anos já faziam jeito: acendiam o lume para cozer as batatas que a mãe deixava na panela antes de ir para o trabalho com o pai, desfaziam a lama para que a água não se perdesse pela regadeira, infiltrando-se no solo e tocavam o boi que puxava o engenho ou a carroça.
Entretidos no seio familiar só aos domingos à tarde lhes sobrava tempo que ocupavam com os amigos na procura de ninhos, nos jogos de bilharda e barra ou em disputadíssimos jogos de futebol com bolas de trapos.
Terrenos agricolas na Gafanha da NazaréDo livro "Gafanha da Boa Hora e o seu Povo" do Drº. Manuel Martins Costa.
Boas leituras.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Infância
(…)
Tratam-nas com maneiras razoáveis para ganharem a sua confiança mas, não raras vezes usam meios severos e recorrem a castigos corporais, certos que o temor do castigo é o melhor remédio para desencorajar os filhos de práticas que os pais não desejam.
Também têm preocupações com a sua higiene e saúde física. Mas as suas carências e os afazeres múltiplos impedem uma eficaz assistência. Mas primam por lavá-los à noite e dar-lhes roupa limpa embora pobrezinha e com frequência, remendada. Numa grande panela aquecia-se água ao lume enquanto se ceava. Finda a ceia uns arrumavam a mesa, lavavam a bacia de comer e os garfos ou colheres, outros iam buscar o alguidar de barro vermelho envidraçado para lavagem das pernas. Recorde-se que todos andavam descalços e de calças arregaçadas, o que os obrigava a lavarem as pernas à noite. O pai era o primeiro seguido da mãe. Os filhos iam esperando pela sua vez sentados na pilheira e em redor do borralho. A ordem era pelos mais velhos. Só quando a água estava muito suja era despejada na estrumeira e substituída por outra limpa e quente. Se os filhos eram poucos lavavam-se todos na mesma água.
Só então se ia para a cama. As crianças pequenas eram lavadas no final pela mãe no mesmo alguidar mas em água morna e limpa. De manhã, ao levantar, lavava sempre a cara em água fria para auxiliar a despertar e recomeçar a azáfama da vida. Como não havia casa de banho os filhos, quando julgassem necessário e oportuno, iam à Ria tomar banho, nadar, lavar-se. A maior parte das vezes faziam-no quando da apanha do moliço, da lama ou da pesca. Isso não impedia a lavagem em casa de todo o corpo em água morna dentro de grandes bacias.
(…)
Os pais preocupavam-se com a doença dos filhos. Sofriam com eles e tudo tentavam para os curar. Recorriam a mezinhas caseiras, ao médico e em última instância, a bruxedo. De salientar que o recurso ao médico só tardiamente o faziam. A Gafanha, sem estradas e isolada de Vagos pelas dunas, sentia dificuldades tremendas para consultar um médico. (…) Recordo-me que, nos primeiros anos de trinta, um homem foi anavalhado numa daquelas rixas de copos. Os familiares atarantados e de poucos recursos, optam por o transportar de barco para Aveiro onde, já infectado, veio a falecer.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Indumentaria da Mulher da Gafanha 8
Sobre toda esta indumentaria usava-se o mantéu de fraldilha, espécie de opa sem abertura de passagem para os braços, e com tira de ourelo em chapa pela orla. Apoiado sobre os ombros em volta do pescoço, sobressaía por cima uma espécie de gola, bastante saliente, chamada o refego. Este refego era um pedaço da mesma teia de fraldilha, redobrado e repregado sobre si e cosido com fio de vela, terminando na frente por duas fitas castelhanas para segurar sobre os ombros. Ainda se usava em 1885.terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Cortejo dos Reis 1
domingo, 16 de janeiro de 2011
Actuação em Mindelo-Vila do Conde
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Indumentária da Mulher da Gafanha 7
Só muito tarde se usou a blusa, que nos primeiros tempos não existia. Havia a camisa de pano cru, que desempenhava as duas funções: era rematada no pescoço e nos punhos por pequenos colarinhos, que às vezes, quando de luxo, terminavam com adornos de rendas estreitas (bico de serra) e eram fechados por botões, tanto no pescoço como nos pulsos. Estes botões eram confecionados somente de pano, ou de tremoços cobertos de pano, sendo estes últimos muito inconvenientes por amolecerem e se desfazerem com a lavagem da felpa. sábado, 11 de dezembro de 2010
Indumentaria da Mulher da Gafanha 6
Gafanhoa com Mantéuterça-feira, 23 de novembro de 2010
Indumentaria da Mulher da Gafanha 5
A seguir trouxe a moda a saia de baeta com fita de veludo a debruar para dentro. Ainda apareceu a seguir a interessante saia de viés, confeccionada de baeta ou outro pano qualquer e com liga de rolo, larga, a debruar na orla, de fora para dentro. O viés era uma fita larga (6 centímetros), de merino ou cetim, paralela à liga de rolo, e distanciada dela vinte a vinte e cinco centímetros.In "Monografia da Gafanha" do Padre João Vieira Rezende.
Boas leituras
Até breve


